segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Embriologia

A embriologia é a ciência que trabalha a formação dos órgãos e sistemas de um animal, a partir de uma célula . Faz parte da biologia do desenvolvimento. O desenvolvimento embrionário dos animais inicia-se pela relação sexual, gerando o zigoto ou ovo, que passará por três fases sucessivamente: mórula, blástula e gástrula.

Tipos de óvulos

Os ovos são classificados de acordo com a quantidade e distribuição do vitelo (reserva nutritiva), que garantem o desenvolvimento embrionário. A partir desse componente de reserva, os óvulos podem ser:

Oligolécitos: Apresentam uma quantidade pequena de vitelo, que está distribuída de maneira uniforme pelo citoplasma. Ocorre nos espongiários, celenterados, equinodermas, protocordados e mamíferos.


Heterolécitos: Apresenta uma quantidade média de vitelo que está concentrada abundantemente no pólo vegetativo. Ocorrem nos platelmintas, moluscos, anelídeos e anfíbios.


Telolécitos: Apresenta uma quantidade abundante de vitelo que ocupa praticamente todo o ovo, deixando o núcleo e o citoplasma numa pequena área do pólo animal, chamada cicatrícula ou disco germinativo. Aparecem em cefalópodes, peixes, répteis e aves. 

Centrolécitos: O ovo possui uma abundante reserva de vitelo na região central do ovo, em volta do núcleo. Ocorre nos artrópodes.


Segmentação ou Clivagem: É a segunda etapa da embriologia. O embrião se divide em células menores, denominadas de blastômeros. Essa etapa é importante para formar todos os órgãos do embrião. As células formadas são também chamadas de células-tronco. No final desse processo surge um aglomerado de células chamado de mórula. Para cada tipo de óvulo existe uma segmentação diferente.

Segmentação holoblástica

A segmentação holoblástica ocorre nos alécitos, nos isolécitos (ou oligolécitos) e nos heterolécitos, e pode ser subdividida em três tipos, com base no tamanho das células que se formam a partir da terceira clivagem (quando muda o plano de divisão celular):



  • holoblástica igual, na qual se formam, com a terceira clivagem, oito blastômeros iguais; ocorre nos ovos alécitos e em alguns oligolécitos;


  • holoblástica desigual, na qual se formam, com a terceira clivagem, blastômeros de tamanhos diferentes (quatro menores: micrômeros; e quatro maiores: macrômeros); Ocorre em todos os ovos heterolécitos e em alguns oligolécitos;




  • holoblásticas subigual, um tipo de segmentação desigual em que os blastômeros não diferem muito entre si quanto ao tamanho, ocorre em alguns ovos isolécitos.



Segmentação meroblástica

 Devido à diferença na distribuição do vitelo, existem dois tipos básicos de segmentação meroblástica: a discoidal e a superficial.
Na segmentação meroblástica discoidal, as divisões ocorrem apenas na região da cicatrícula (região da célula sem vitelo), formando-se um disco de células sobre a massa do vitelo. Esse tipo de segmentação ocorre nos ovos telolécitos.



 A segmentação meroblástica superficial ocorre nos ovos centrolécitos. As células embrionárias ficam dispostas na superfície do ovo.


Fases do desenvolvimento Embrionário

Mórula: grupo de células agregadas, lembra uma amora.

Blástula: esfera oca onde a camada de células denominada blastoderma envolve a blastocela (cavidade).


Gástrula: forma o arquêntero, a mesentoderme e a ectoderme.

Nêurula: forma o tubo neural, ocorrendo no final da anterior.

Organogênese: formação dos órgãos.

Gastrulação

O processo que forma a gástrula é denominado gastrulação. Tal processo consiste em transformações que ocorrem na blástula, formado a gástrula, que é caracterizada por ter duas camadas celulares.

A gastrulação do anfioxo: O anfioxo é um animal de cerca de 6 cm de comprimento que vive enterrado na areia em águas rasas do ambiente marinho, deixando para fora apenas a região anterior do corpo. Esses animais têm sexos separados e a fecundação é externa. O ovo do anfioxo é oligolécito e a sua segmentação é total subigual. A gastrulação ocorre por um processo denominado invaginação dos blastômeros para o interior da blastocele, como se um dedo empurrasse a parede de uma bexiga.  A blastocele se reduz e chega a desaparecer. No ponto de invaginação surge um orifício denominado blastóporo; a cavidade interna que se forma é o intestino primitivo ou arquêntero.Na gastrulação, diferenciam-se os folhetos germinativos ou embrionários, que darão origem a todos os tecidos e órgãos. Esses folhetos são: ectoderma (o mais externo), mesoderma (o intermediário) e endoderma (o mais interno).Os animais que possuem três folhetos germinativos são chamados triblásticos ou triploblásticos, como é o caso dos cordados. Existem entretanto, animais que possuem apenas dois folhetos germinativos: o ectoderma e o endoderma. Esses animais são chamados diblásticos ou diploblásticos, como e o caso dos cnidários.



Organogênese

O período de organogênese ocorre da quarta à oitava semana do desenvolvimento embrionário. Ao final da oitava semana, o funcionamento da maioria dos principais sistemas de órgãos é mínimo, com exceção do sistema cardiovascular. No término desse período, o embrião terá aspecto humano.
Ectoderme: sistema nervoso central e periférico, epitélios sensoriais do olho, da orelha e do nariz, epiderme e anexos (unhas e pelos), glândulas mamárias, hipófise, glândulas subcutâneas, esmalte dos dentes, gânglios espinhais, autônomos e cranianos, bainha dos nervos do sistema nervoso periférico, meninges do encéfalo e da medula espinhal.
Mesoderme: tecido conjuntivo,cartilagem, ossos, músculos estriados e lisos, coração, vasos sanguíneos e linfáticos, rins, ovários, testículos, ductos genitais, membranas pericárdica, pleural e peritoneal, baço e córtex das adrenais.
Endoderme: revestimento epitelial dos tratos respiratório e gastrointestinal, tonsilas, tireóide e paratireoides, timo, fígado e pâncreas, revestimento epitelial da bexiga e maior parte da uretra; revestimento epitelial da cavidade do tímpano, antro timpânico e da tuba auditiva.

Estruturas

Vesícula vitelínica
Também denominada saco vitelíneo, é um anexo embrionárioque armazena substâncias nutritivas para o embrião. Apresenta-se bem desenvolvida nos peixes, nos répteis e nas aves; nos mamíferos é muito reduzida.




 Âmnio
É  uma menbrana que envolve o embrião de répteis, aves e mamíferos. Forma uma cavidade preenchida pelo líquido amniótico,cuja função é proteger o embrião contra choques mecânicos e contra desidratação.


Córion
Membrana que recobre o embrião e os outros anexos. Ocorre nos répteis, nas aves e nos mamíferos. Nos mamíferos, o córion contribui para a fixação do embrião na parede uterina. 


Alantóide
Ocorre nos répteis, nas aves e nos mamíferos. Nos répteis e nas aves,promove o armazenamento de excretas e a mobilização de parte do cálcio presente na casca do ovo, transferindo-o para a formação do esqueleto desses animais. Além disso, permite as trocas de gases respiratórios entre o embrião e o ambiente.
Nos mamíferos, o alantóide não executa as mesmas funções descritas para réptes e aves.Apresenta-se reduzido e encontra-se associado ao córion;participa da formação da placenta.


Placenta
Anexo característico dos mamíferos, a placenta resulta da fusão do alantocórion com a mucosa uterina. Assim, é constituída de uma porção fetal - alantóide e córion- e uma porção materna -parede do útero. Tem por função nutrir o embrião, promover trocas respiratórias e eliminar excretas. Além disso, tem função ghormonal, produzindo progesterona.


Genética

 Ramo da biologia que estuda a forma como se transmitem as características biológicas de geração para geração. É a ciência dos genes, da hereditariedade e da variação dos organismos.

Na meiose, todos os óvulos apresentarão cromossomo X, e os espermatozoides, metade X e outra metade Y. Assim, na fecundação é que será determinado o sexo da prole, sendo este determinado pela presença do Y ( sexo masculino) ou pela sua ausência ( sexo feminino).

 Conceitos Básicos

Dominante: uma característica “domina a situação”, é representado pela letra maiúscula  A e B.
Recessivo: só consegue se manifestar se tiver outro recessivo no lugar do dominante, é representado pela letra minúscula ( a, b)
Homozigoto: é quando há fusão ( união) de alelos iguais ( A, a)
Heterozigoto: fusão de alelos diferentes para a mesma informação ( Aa)
Alelos: são as informações ( A a , individualmente)
Genes: cada fragmento do cromossomo, possui todas as informações do indivíduo. Loco gênico:é o fragmento do cromossomo. 
  • Genótipo:são as características herdadas, não sofrem modificação, a não ser em laboratório.
  • Fenótipo:alterações que o ambiente faz nas características ( carga) genéticas, alterações externas.


Probabilidade

Probabilidade é a chance que um evento tem de ocorrer, entre dois ou mais eventos possíveis. Por exemplo, ao lançarmos uma moeda, qual a chance dela cair com a face “cara” voltada para cima? 
Eventos aleatórios  como obter “cara” ao lançar uma moeda, sortear um“ás” de ouros do baralho, ou obter “face 6” ao jogar um dado são denominados eventos aleatórios porque cada um deles tem a mesma chance de ocorrer em relação a seus respectivos eventos alternativos.
A formação de um determinado tipo de gameta, com um outro alelo de um par de genes, também é um evento aleatório. Um indivíduo heterozigoto Aa tem a mesma probabilidade de formar gametas portadores do alelo A do que de formar gametas com o alelo a ( 1/2 A: 1/2 a)
Eventos independentes
Quando a ocorrência de um evento não afeta a probabilidade de ocorrência de um outro, fala-se em eventos independentes. Da mesma maneira, o nascimento de uma criança com um determinado fenótipo é um evento independente em relação ao nascimento de outros filhos do mesmo casal. Por exemplo, imagine uma casal que já teve dois filhos homens; qual a probabilidade que uma terceira criança seja do sexo feminino? Uma vez que a formação de cada filho é um evento independente, a chance de nascer uma menina, supondo que homens e mulheres nasçam com a mesma freqüência, é 1/2 ou 50%, como em qualquer nascimento.

Heranças ligadas ao sexo

O daltonismo e a hemofilia são exemplos de doenças humanas ligadas ao cromossomo X. São causadas por genes situados no cromossomo X em sua região homóloga ao cromossomo Y. Portanto, nos homens basta um gene recessivo para a manifestação da doença; nas mulheres, é necessária a presença de dois genes recessivos.

  •  Daltonismo:  provoca alterações na percepção de cores, principalmente de tons de azul, vermelho e verde. É determinado pelo gene recessivo dessituado no cromossomo X. O alelo D codifica para a visão normal. Assim, temos os seguintes genótipos em humanos:
  • Hemofilia: é uma doença que provoca alterações na coagulação sanguínea, dificultando-a e provocando hemorragias frequentes.É determinada pelo gene recessivo h situado no cromossomo X. O alelo H codifica para a coagulação normal. 


Mendel

Gregor Mendel nasceu em 20 de julho de 1822, num pequeno povoado chamado Heinzendorf, na atual Áustria. Ele foi batizado com o nome de Johann Mendel, mudando o nome para Gregor após ingressar para a ordem religiosa dos agostinianos. Foi ordenado sacerdote no ano de 1847. 

Entre os anos de 1851 e 1853 estuda História Natural na Universidade de Viena. Neste curso, adquiri muitos conhecimentos que seriam de extrema importância para o desenvolvimento de suas teorias (leis).

Aproveitou também os conhecimentos adquiridos do pai, que era jardineiro, para começar a fazer pesquisas com árvores frutíferas. Em 1856 já fazia pesquisas com ervilhas, nos jardins do monastério.

Sua teoria principal era a de que as características das plantas (cores, por exemplo) deviam-se a elementos hereditários (atualmente conhecidos como genes). Como passava grande parte do tempo dedicando-se às atividades administrativas do monastério, foi deixando de lado suas pesquisas relacionadas ao estudo da hereditariedade.

Morreu em 6 de janeiro de 1884 sem que tivesse, em vida, seus estudos reconhecidos. Somente no começo do século XX que alguns pesquisadores puderam verificar a importância das descobertas de Mendel para o mundo da genética.


1ª Lei de Mendel

Mendel , cultivou e estudou durante sua vida, as ervilhas-de-cheiro (Pisum sativum). Estas ervilhas são fáceis de cultivar e produzem muitas sementes, o que facilitou o trabalho de Mendel. Além disso, possuem características morfológicas bem distintas, como por exemplo a cor das sementes, que podem ser amarelas ou verdes, não havendo uma cor intermediária e sua textura pode ser lisa ou rugosa, sua flor é púrpura ou branca e sua vagem pode ser verde ou amarela.

Mendel realizava cruzamentos entre linhagens que ele chamava de puras. Para obter essa pureza, ele realizava um processo chamado autofecundação (no qual os gametas femininos são fecundados por gametas masculinos da mesma planta) até que todos os descendentes possuíssem as mesmas características da geração parental.

Em um de seus experimentos, cruzou ervilhas de semente lisa com ervilhas de semente rugosa, a qual chamou de Geração Parental, representada pela letra P e observou que todos os descendentes possuíam sementes lisas, e foram chamados de Geração F1. A variedade rugosa não aparecia na F1. Ao cruzar indivíduos da geração F1, obteve-se a geração F2, na qual 75% ou 3/4 dos indivíduos possuíam sementes lisas e 25% ou 1/4 possuíam sementes rugosas.

Mendel concluiu que o fator responsável pela textura lisa da semente era dominante sobre o fator para a textura rugosa, ocultando-a na geração F1, e que este caráter é determinado por um par de fatores. Na geração parental esses fatores são iguais, pois os indivíduos são puros, e são representados da seguinte forma:
RR para semente lisa, dominante (utiliza-se a letra inicial da característica recessiva);
rr para semente rugosa, recessiva;

Na produção de gametas, esses fatores se separam e vai cada um pra um gameta, para que a carga genética seja sempre constante nas espécies, pois metade vem do gameta feminino e a outra metade do masculino.
Ao cruzar indivíduos RR com rr, obteve-se 100% da geração F1 Rr, porém apenas o fator dominante se expressava:
R             R
r              Rr           Rr
r              Rr           Rr
E ao cruzar os híbridos da geração F1, 3/4 dos indivíduos eram dominantes e 1/4 eram recessivos:
R             r
R             RR          Rr
r              Rr           rr
Este estudo ficou conhecido como 1ª Lei de Mendel e pode ser enunciado da seguinte forma: cada caráter é determinado por um par de fatores que se separam na formação dos gametas, indo um fator do par para cada gameta, que é, portanto, puro.



domingo, 26 de maio de 2013

Reprodução Humana

Reprodução Humana
Gametogênese
É um processo pelo qual os gametas são produzidos nos organismos dotados de reprodução sexuada. O evento fundamental da gametogênese é a meiose, que reduz à metade a quantidade de cromossomos das células, originando células haplóides. Na fecundação, a fusão de dois gametas haplóides reconstitui o número diplóide característico de cada espécie.

Espermatogênese
A espermatogênese está ligada, como qualquer outro fenômeno metabólico, ao acionamento de hormônios, mediante o comando da hipófise e dos testículos. É uma seqüência de eventos pelos quais as espermatogônias se transformam no final em espermatozoides.
A Espermatogênese ocorre em nível dos tubos seminíferos dos testículos e divide-se em quatro fases: Multiplicação, Crescimento, Maturação e Diferenciação ou Espermatogênese. Tem início na puberdade e termina no fim da vida do homem.


Ovulogênese
Na espécie humana, a ovulogênese inicia-se nos primeiros meses de vida intra-uterina do feto, sendo paralisada quando o ovócito I inicia a maturação, estágio que é chamado de dictióteno. Desta forma, ao nascer, a menina apresenta um "estoque" de folículos contendo ovócitos I em dictióteno.
À medida que a menina cresce, muitos folículos sofrem degeneração, transformando-se em folículos atrésicos. Todos os ovócitos permanecerão em dictióteno até a época da ovulação, que terá início por volta dos 12 ou 13 anos de idade, encerrando-se com a menopausa, por volta dos 45 aos 50 anos.



Partenogênese
 A partenogênese diz respeito ao crescimento e desenvolvimento de um embrião sem que ocorra a fertilização, ou seja, ocorre por reprodução assexuada. São fêmeas que apresentam a habilidade de procriar sem que haja um parceiro sexual, havendo a participação apenas do gameta feminino.
Hoje em dia, a biologia evolutiva optou por utilizar o termo telitoquia, por achá-lo mais restritivo, quando em comparação com o termo partenogênese.
 Este fenômeno acontece naturalmente em plantas agamospérmicas, seres invertebrados (como pulgas de água, abelhas, entre outros) e determinados vertebrados (como lagartos, salamandras, alguns peixes e perus).

  Na comunidade das abelhas melíferas, por exemplo, a rainha produz ovos, podendo fertilizá-los ou não, sendo que os fertilizados tornam-se fêmeas diplóides (rainhas ou operárias), e os ovos que não foram fertilizados tornam-se machos haplóides, conhecidos como zangões. Este tipo de definição do sexo é chamado de haplodiploidia.



Reprodução Assexuada
A reprodução assexuada é aquela onde não ocorre a utilização de gametas. E seus indivíduos são clores de seus descendentes, pois neste tipo de reprodução não tem variabilidade genética.
Para que isso ocorra é feita sucessivas divisões mitóticas ou mecanismo de bipartição, também chamada de divisão binária ou cissiparidade, processos de brotamento, partenogênese e propagação vegetativa.
Um dos problemas desse tipo de reprodução, é que se uma planta contrair uma doença, conseqüentemente a lavoura toda estará contaminada.



Reprodução Sexuada
A reprodução sexuada é aquela onde ocorre a utilização de dois gametas, feminina e masculina.  Neste processo, chamado de fecundação, os gametas (células haploides), se juntam para originar uma célula diploide, denominada zigoto. Nesta união ocorre uma mescla do conteúdo cromossômico, ou seja ocorre o compartilhamento genético.
Na reprodução sexuada ocorre a variabilidade genética, aonde as melhores características dos pais que vão para seu filho.





Criptorquidia
Criptorquidia é a condição médica na qual não houve uma descida correta do testículo da cavidade abdominal para o escroto. Difere do testículo ectópico porque se encontra no lugar comum de descida testicular. A criptorquidia é muito comum em bebês prematuros e afeta 3 a 4% dos bebês de termo. Aproximadamente 65% dos testículos descem por volta dos nove meses de gestação. Quando o testículo é palpável no escroto considera-se que desceu, ainda que possa estar retrátil posteriormente. O testículo retrátil ocupa o escroto, mas ocasionalmente (e temporariamente) retorna ao canal inguinal, por ação da força do reflexo muscular que retrai os testículos antes da puberdade. Esta condição não requer nenhum tratamento, pois normalmente corrige, de modo espontâneo, antes de adolescência, sendo considerada uma variante normal. O testículo que não desce até ao primeiro ano de idade deve ser avaliado com cuidado, sendo nesta idade aconselhada uma cirurgia definitiva para reduzir a probabilidade de lesão testicular permanente. Os testículos que não descem de forma natural ao escroto são considerados anormais para o resto da vida do paciente e têm maior probabilidade de desenvolver o câncer ainda que levados ao escroto. Esse ação permite maximizar a produção de esperma e a fertilidade bem como permite um exame preciso do testículo, permitindo detectar a formação de um cancro precocemente.





Sistema reprodutor masculino
O sistema reprodutor masculino é formado por:
*Testículos ou gônadas
*Vias espermáticas: epidídimo, canal deferente, uretra.
*Pênis
*Escroto
*Glândulas anexas: próstata, vesículas seminais, glândulas bulbouretrais.
Testículos: são as gônadas masculinas. Cada testículo é composto por um emaranhado de tubos, os ductos seminíferos Esses ductos são formados pelas células de Sértoli e pelo epitélio germinativo, onde ocorrerá a formação dos espermatozóides. Em meio aos ductos seminíferos, as células intersticiais ou de Leydig produzem os hormônios sexuais masculinos, sobretudo a testosterona, responsáveis pelo desenvolvimento dos órgãos genitais masculinos e dos caracteres sexuais secundários:
Estimulam os folículos pilosos para que façam crescer a barba masculina e o pêlo pubiano.
Estimulam o crescimento das glândulas sebáceas e a elaboração do sebo.
Produzem o aumento de massa muscular nas crianças durante a puberdade, pelo aumento do tamanho das fibras musculares.
Ampliam a laringe e torna mais grave a voz.
Fazem com que o desenvolvimento da massa óssea seja maior, protegendo contra a osteoporose.
Epidídimos: são dois tubos enovelados que partem dos testículos, onde os espermatozóides são armazenados.
Canais deferentes: são dois tubos que partem dos testículos, circundam a bexiga urinária e unem-se ao ducto ejaculatório, onde desembocam as vesículas seminais.
Vesículas seminais: responsáveis pela produção de um líquido, que será liberado no ducto ejaculatório que, juntamente com o líquido prostático e espermatozóides, entrarão na composição do sêmen. O líquido das vesículas seminais age como fonte de energia para os espermatozóides e é constituído principalmente por frutose, apesar de conter fosfatos, nitrogênio não protéico, cloretos, colina álcool de cadeia aberta considerado como integrante do complexo vitamínico e prostaglandinas
Próstata: glândula localizada abaixo da bexiga urinária. Secretas substâncias alcalinas que neutralizam a acidez da urina e ativas os espermatozóides.
Glândulas Bulbo Uretrais ou de Cowper: sua secreção transparente é lançada dentro da uretra para limpá-la e preparar a passagem dos espermatozóides. Também tem função na lubrificação do pênis durante o ato sexual.
Pênis: é considerado o principal órgão do aparelho sexual masculino, sendo formado por dois tipos de tecidos cilíndricos: dois corpos cavernosos e um corpo esponjoso (envolve e protege a uretra). Na extremidade do pênis encontra-se a glande - cabeça do pênis, onde podemos visualizar a abertura da uretra. Com a manipulação da pele que a envolve - o prepúcio - acompanhado de estímulo erótico, ocorre a inundação dos corpos cavernosos e esponjoso, com sangue, tornando-se rijo, com considerável aumento do tamanho (ereção). O prepúcio deve ser puxado e higienizado a fim de se retirar dele o esmegma (uma secreção sebácea espessa e esbranquiçada, com forte odor, que consiste principalmente em células epiteliais descamadas que se acumulam debaixo do prepúcio). Quando a glande não consegue ser exposta devido ao estreitamento do prepúcio, diz-se que a pessoa tem fimose.
A uretra é comumente um canal destinado para a urina, mas os músculos na entrada da bexiga se contraem durante a ereção para que nenhuma urina entre no sêmen e nenhum sêmen entre na bexiga. Todos os espermatozóides não ejaculados são reabsorvidos pelo corpo dentro de algum tempo.
 Escroto: Um espermatozóide leva cerca de 70 dias para ser produzido. Eles não podem se desenvolver adequadamente na temperatura normal do corpo (36,5°C). Assim, os testículos se localizam na parte externa do corpo, dentro da bolsa escrotal, que tem a função de termorregulação (aproximam ou afastam os testículos do corpo), mantendo-os a uma temperatura geralmente em torno de 1 a 3 °C abaixo da corporal.





Sistema reprodutor Feminino
O sistema reprodutor feminino é constituído por dois ovários, duas tubas uterinas (trompas de Falópio), um útero, uma vagina, uma vulva. Ele está localizado no interior da cavidade pélvica. A pelve constitui um marco ósseo forte que realiza uma função protetora. A vagina é um canal com cerca de 7,5 a 10 centímetros que se estende do útero, órgão interno, à vulva, estrutura genital externa. Na parede da vagina há células produtoras de muco para lubrificar a região durante a relação sexual, facilitando a penetração do pênis. Estas células são chamadas de glândulas de Bartolin.



O útero é o órgão responsável por alojar o embrião e mantê-lo durante todo o seu desenvolvimento até o nascimento. Tem a forma de uma pera invertida, mas pode variar de forma, tamanho, posição e estrutura. Os ovários são duas glândulas situadas uma em cada lado do útero, abaixo das trompas. São responsáveis por produzir gametas ou óvulos e também por produzir hormônios sexuais femininos, estrógeno e progesterona.




Tubas uterinas: são dois ductos que unem o ovário ao útero. Seu epitélio de revestimento é formado por células ciliadas. Os batimentos dos cílios microscópicos e os movimentos peristálticos das tubas uterinas impelem o gameta feminino até o útero.  





Fecundação
Dos aproximadamente 300 milhões de espermatozóides eliminados na ejaculação, apenas cerca de 200 atingem a tuba uterina, e só um fecunda o ovócito II.



Quando liberado do ovário, o ovócito encontra-se envolto na zona pelúcida, formada por uma rede de filamentos glicoprotéicos. Externamente a zona pelúcida há a corona radiata, formadas por células foliculares (células derivadas do ovário).


 Na fecundação, o espermatozóide passa pela corona radiata e ao atingir a zona pelúcida sofre alterações formando a membrana de fecundação, que impede a penetração de outros espermatozóides no ovócito.
Ao mesmo tempo, há finalização da meiose dando origem ao óvulo e formando-se o segundo corpúsculo polar.
                




Na fecundação, o espermatozóide fornece para o zigoto o núcleo e o centríolo. As mitocôndrias dos espermatozóides desintegram-se no citoplasma do óvulo. Assim, todas as mitocôndrias do corpo do novo indivíduo são de origem materna.

Hoje se sabe que há muitas doenças causadas por mutações no DNA mitocondrial e que elas são transmitidas diretamente das mães para seus descendentes. Além disso, a análise do DNA mitocondrial tem sido usada em testes de maternidade para verificar quem é a mãe de uma criança.
O núcleo haplóide do óvulo e o núcleo do espermatozóide recebem, respectivamente, os nomes pró-núcleo feminino e pró-núcleo masculino. Com a união desses núcleos (anfimixia), temos a formação da célula-ovo ou zigoto e o início do desenvolvimento embrionário.

Doenças Sexualmente Transmissíveis
As doenças sexualmente transmissíveis, conhecidas como DSTs, são doenças transmitidas, principalmente, através de relações sexuais com uma pessoa infectada, sem o uso de preservativos, como a camisinha. O contágio por DSTs também pode ocorrer de mãe para filho, durante a gravidez ou parto, através do compartilhamento de seringas ou devido a uma transfusão de sangue infectado. As principais doenças são:

AIDS                                                                                       
A AIDS, ou síndrome da imunodeficiência adquirida, é uma doença causada pelo vírus HIV. O HIV ataca os linfócitos, células do sistema imunológico do ser humano, deixando-o mais vulnerável a outras doenças, principalmente aquelas provocadas por vírus e bactérias. Os sintomas da Aids podem demorar a se manifestar. Sendo eles muito variados, pois estão relacionados ao comprometimento do sistema imunológico. Podem ocorrer, por exemplo, gripes constantes, perda de peso, febre e diarréia. O diagnóstico é realizado por meio de exames de sangue.


Gonorréia

A gonorréia é uma doença causada pela bactéria Neisseria gonorrheae, que provoca ardor ao urinar e secreções com odor desagradável na uretra ou na vagina. O período de contaminação e a manifestação dos sintomas são curtos, cerca de 2 a 10 dias.O diagnóstico é feito por meio de exames físicos e laboratoriais e da análise do histórico do paciente. O tratamento é realizado por meio da administração de antibióticos orais ou injetáveis.










Sífilis

A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum. Após o contágio, o período de incubação é de cerca de um mês. Após este período surge o principal sintoma do estágio primário, uma lesão genital, geralmente na região da cabeça do pênis ou nos lábios vaginais, sem secreções e com a borda endurecida, conhecida como cancro duro ou úlcera genital.Após a contaminação e a formação do cancro, a bactéria continua a se reproduzir no interior do organismo e passa a atingir outros órgãos. Essa disseminação da bactéria provoca ferida e manchas na pele por todo o corpo, caracterizando o estágio secundário da doença.No estágio terciário, a sífilis provoca lesões maiores na pele e pode atingir o sistema nervoso, provocando problemas neurológicos e podendo levar à morte.O diagnóstico é realizado por meio do exame físico, de exames laboratoriais, realizados com amostras do cancro. O tratamento da sífilis é feito através da administração de penicilina. Recomenda-se que o paciente não mantenha relações sexuais sem proteção por um período de cerca de 15 dias após o final do tratamento.



 








Herpes genital

A herpes genital é causada pelo vírus da herpes simples (HSV) e provoca manchas, lesões e pequenas bolhas nas mucosas genitais.Embora possa ser controlada, a herpes genital não pode ser eliminada do organismo. Assim, seus portadores apresentam uma série de episódios de manifestação da doença ao longo da vida. Em geral, a doença se manifesta em fases nas quais o sistema imunológico está baixo. O diagnóstico é feito por meio da observação das lesões e análise laboratorial de material colhido das feridas. O tratamento é feito com o uso de medicamentos antivirais orais ou de uso tópico. Esses medicamentos não eliminam completamente o vírus, mas diminuem o tempo de manifestação dos sintomas.









Vírus do papiloma humano - HPV

O vírus do papiloma humano (HPV) é uma doença causada por alguns tipos de vírus que provocam lesões e verrugas chamadas de papilomas na vulva, na vagina, no colo do útero, no pênis ou no ânus. Alguns tipos de HPV podem levar ao desenvolvimento de câncer, principalmente de colo do útero.O diagnóstico do HPV pode ser feito por meio de exames físicos.Dependendo do tipo de HPV, o tratamento pode ser feito por meio da remoção cirúrgica ou da cauterização das lesões e verrugas, administração de medicamentos que melhoram o sistema imunológico.














Candidíase
A candidíase caracteriza-se coceira, ardor, dor na relação sexual e pela eliminação de um corrimento vaginal, semelhante à nata do leite. Com frequência, a vulva e a vagina inchadas e avermelhadas. As lesões podem se entender pela virilha, no homem apresenta pequenas lesões em forma de pontos, avermelhadas e pruriginosas. A transmissão ocorre pelo contato com secreções provenientes da boca, pele, vagina e dejetos de doentes ou portadores. O diagnóstico vem da pesquisa do agente no material vaginal. O tratamento é com medicamentos locais, mas pra prevenir a higienização adequada e a camisinha são essenciais.














Métodos Contraceptivos
Os métodos contraceptivos são utilizados por pessoas que têm vida sexual ativa e querem evitar uma gravidez. Além disso, eles também protegem de doenças sexualmente transmissíveis (DST).Existem os métodos momentâneos e os irreversíveis.
Irreversíveis são:

Vasectomia       
Operação realizada apenas em homens, onde é realizado um corte no ducto deferente que impede a passagem do espermatozoide. O homem continua ejaculando normalmente, mas sem a presença de espermatozoide.

Laqueadura
A laqueadura é um processo cirúrgico, que impede que a mulher engravide novamente. Nesse procedimento, as tubas uterinas são cortadas, impedindo a descida do óvulo e a subida do espermatozoide.

Métodos momentâneos:

Tabelinha
A tabelinha é um método que se baseia no cálculo dos dias em que provavelmente estará mais apta a engravidar, caso tenha relações sexuais desprotegidas. Assim, pode ser utilizada tanto para este fim quanto para a contracepção. Não é muito confiável pela incerteza do ciclo menstrual.



Camisinha
A camisinha é feita de látex, material que tem certa elasticidade. Ela é colocada no pênis ereto do homem, com o objetivo de barrar os espermatozoides logo após a ejaculação.


Diafragma
O diafragma, um método anticoncepcional de barreira, é uma cúpula rasa feita de silicone (ou látex), com bordas firmes e flexíveis. Cobrindo o colo do útero, impede a passagem dos espermatozoides, evitando a fecundação.



Espermicidas
Espermicida é um líquido utilizado para aniquilar os espermatozoides. Eles são creme, supositórios, espumas ou geleias especiais colocados dentro da vagina antes da relação sexual. Eles contêm substâncias químicas que matam os espermatozoides, impedindo assim que eles fertilizem o ovócito II. Devem ser colocados na vagina momentos antes da relação sexual.



Pílula anticoncepcional
Os anticoncepcionais são amplamente utilizados por uma grande quantidade de mulheres como forma de prevenir a gravidez e também os sintomas da TPM, acne, endometriose, cólica e síndrome dos ovários policísticos. Versatilidade, praticidade e alta eficácia são os principais fatores que levam as mulheres, orientadas por seus médicos, a optarem por eles.
Geralmente em forma de pílulas, estas possuem derivados sintéticos de hormônios que impedem a ação do LH e FSH, inibindo o amadurecimento dos óvulos e, consequentemente, a ovulação.